A pronúncia de alguns nomes chineses

Neste livro, utilizamos o sistema de transcrição pinyin, atualmente o mais difundido, para apresentar os nomes chineses. Como a escrita chinesa é logográfica - ou seja, composta de pictogramas e ideogramas que representam uma ideia, mas não sua pronúncia - o idioma chinês acaba criando uma situação curiosa e excepcional, que é o de podermos ler ou escrever em chinês sem ao menos sabermos pronunciar uma palavra.

Por causa disso, cada país buscou criar seus próprios sistemas de alfabetização da pronúncia oficial (“mandarim”, ou putonghua) até que a China propôs o seu, o pinyin, que tem se difundido rapidamente. A vantagem do pinyin é a de apresentar uma pronúncia fácil, clara e próxima das letras representadas, com algumas exceções convencionadas. Citemos alguns exemplos de palavras que são praticamente idênticas em português: Sunzi, Sunbin, Han (“ran”), Wei (“uei”), Taigong, Liuji, Song, Yuan, Ming.

Contudo, as convenções do pinyin é que merecem atenção, para que não cometamos gafes no momento de pronunciar certos nomes.

“Q” é igual a tch - ou seja, Qi é Tchi, Qin é Tchin.

“Zh” é igual a dj - ou seja, Zhuge é djugue, Zhao é djao.

“C” é igual a ts - Cao Cao é Tsao Tsao.

“R” é igual ao nosso “r” caipira - por exemplo, o Ren confucionista (humanismo), seria algo muito parecido com o r de “porta” acaipirado, ou com um “j” mastigado.

“D” e “B” são “duros”, como “dado” ou “bola”.

“T” e “P” são “cuspidos, soprados”, como “tédio” (mas soprando o “t”) e “pus”.

Na internet podemos achar muitas tabelas de conversões de nomes em chinês, e suas pronúncias. É importante prestar atenção a sutileza da pronúncia, que apesar das convenções do pinyin, só pode ser compreendia, plenamente, com a sua audição direta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário